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Gasolina x Petróleo: Estamos pagando caro no combustível?

A Petrobras vem anunciando diversos reajustes da gasolina nos últimos meses nas refinarias. A cada novo aumento da Petrobras a discussão reinicia: Gasolina x Petróleo, estamos pagando um preço justo? Existe interferência de preço na Petrobras? As empresas de refino, transporte e distribuição estão lucrando muito?

Dinâmica de preços

Numa economia livre, os preços flutuam livremente de acordo com a oferta e demanda, tanto interna como externa.

Sendo assim, se o dólar ou o preço do petróleo sobem, automaticamente a gasolina ou qualquer outro derivado de petróleo tende a subir no mercado interno. Isto pois, ainda que as refinarias estejam operando no azul, se existe a chance de lucrar mais em algum momento, ela o fará.

Isso se explica porque estamos tratando de empresas de capital que visam o lucro e tem seus preços regulados pela oferta e demanda e não necessariamente pelos seus custos. Dessa forma, se o mercado externo pagar mais “dinheiro” por um produto, esse passará a ser o preço praticado.

Sobre a Petrobras

A Petrobras atualmente responde por 98% do refino de combustíveis no Brasil, ou seja, um monopólio virtual, visto que o monopólio oficial acabou em 1997, ainda que muitos achem que ele ainda perdure.

Atualmente o governo brasileiro detém quase 29% das ações da Petrobras, o BNDES cerca de 8% e os outros 63% está na mão de investidores privados.

E aí você deve estar se perguntando: se o governo é um acionista minoritário, porque o temor de influência da União nos preços praticados pela Petrobras? A resposta é bem simples, ainda que o governo federal seja minoritário, ele possui 50,26% das ações ordinárias da Petrobras (PETR3), as quais possuem direito à voto.

Logo, a União possui o controle da companhia, ainda que existam outros sócios. As demais ações são do tipo preferencial (PETR4), que possuem preferência no recebimento de dividendos, mas sem direito a voto.

Existe influência do governo nos preços da Petrobras?

Ora, se o governo federal é o dono da companhia, ele teoricamente escolhe os dirigentes, que por sua vez tendem a seguir as diretrizes daquele que lhes confiam as decisões.

Então, na prática, o governo federal pode influenciar sim nos preços praticados pela Petrobras. Por outro lado, ele também pode adotar uma postura liberal quanto à política de preços praticada pela empresa, o que é costumeiramente exigido pelo mercado.

Dessa forma, ele pode adotar essa postura neutra e não influenciar, mas praticamente nada o impede que faça interferências.

Estudo de preços da Gasolina x Petróleo x Dólar

Uma das formas de avaliar se existe interferência nos preços dos combustíveis, ou se estamos pagando caro pela gasolina comum que colocamos em nossos carros é olhar a série histórica.

Nesse estudo, avaliei a correlação histórica entre o preço da Gasolina x Petróleo no Brasil, considerando os efeitos do dólar.

Metodologia

Para definição do preço médio da gasolina comum, foram considerados os preços divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o qual está disponível no site do governo federal. Para acessar a fonte de dados, clique aqui. A periodicidade considera foi a mensal.

Para a definição do preço médio do petróleo, adotou-se o valor do Brent, que é o tipo de petróleo referência para formação de preço pela Petrobras. Para fins de cálculo, considerou-se o valor médio entre a maior e a menor cotação do mês. A periodicidade considera foi a mensal.

Por último, converteu-se o valor do Petróleo Brent, que é cotado em dólares americanos, para a moeda nacional (BRL). Para fins de definição do valor médio mensal do dólar, também se considerou o valor médio entre a maior e a menor cotação do mês.

Resultados

Nos próximos títulos, apresenta-se os resultados de comparação entre a Gasolina x Petróleo, bem como a relação entre esses dois produtos e análise detalhada.

Gasolina x Petróleo

A seguir, o gráfico com a série histórica mensal (últimos 20 anos) do preço médio da Gasolina Comum versus o Petróleo tipo Brent, ambos em moeda nacional (BRL).

gráfico petroleo
Relação entre Petróleo Brent x Gasolina Comum

Para melhor destacar possíveis distorções entre o preço da gasolina comum no Brasil e do Petróleo Brent negociado no mercado internacional, calculou-se a relação entre esses 2 produtos.

Para isso, dividiu-se o preço do Petróleo Brent (BRL/barril) pelo da Gasolina comum (BRL/Litro), resultando numa relação de preços que representa quantos litros de Gasolina equivale 1 barril de Petróleo Brent financeiramente.

Petroleo x Gasolina

Análise dos Resultados

Os resultados indicam que a correlação entre Gasolina e Petróleo foi perdida durante a crise americana de 2008 e no período entre 2011 e 2014. Isso pressupõe que houve interferência do governo federal na política de preços da Petrobras, com o provável intuito de conter a inflação.

Além disso, em 2021 a correlação entre Gasolina e Petróleo ultrapassou a barreira dos 60 litros/barril, o que acende o alerta de possível interferência, entretanto isso pode ser explicado pelo aumento concomitante do petróleo.

É evidente que a correlação Gasolina x Petróleo não será sempre estável, visto que o Petróleo é a componente mais pesada na formação do preço da gasolina, mas não é a única. Existem outros aspectos que não necessariamente flutuam com a volatilidade do óleo bruto como mão de obra, transporte, distribuição e amortização dos ativos.

Se dividirmos a série histórica em 3 grandes grupos em função do valor do Petróleo vamos perceber que existe também uma tendência de aumento da relação Gasolina x Petróleo quando o preço do petróleo aumenta, conforme apresentado a seguir:

Preço Petróleo BrentRelação Gasolina x Petróleo
Maior que US$ 8075 L/barril
Entre US$ 60 e 8058 L/barril
Menor que US$ 6047 L/barril

Dessa forma, ainda é cedo para especular interferência, especialmente por conta da atual alta volatilidade da moeda americana.

Detalhes da análise de resultados

Além dessa visão geral, segue uma visão mais detalhada período a período da série histórica.

2001

A série histórica inicia na menor relação entre o Petróleo x Gasolina, ou seja, em média de 34 Litros de gasolina para cada barril de Petróleo no ano de 2001. Dessa forma, foi em 2001 em que o consumidor pagou mais caro pela gasolina comparado ao preço do barril de petróleo em moeda corrente nacional.

2002 – 2008

Logo em meados de 2002 essa relação subiu para cerca de 50 Litros de gasolina/barril, mantendo certa estabilidade até 2008, quando alcançou um pico de 80 L/barril. Isso ocorreu durante a crise imobiliária americana, quando o petróleo ultrapassou a casa dos US$ 130/barril. Ou seja, embora tenha sido um curto período de tempo (cerca de 1 ano), percebemos que provavelmente a Petrobras não repassou ao consumidor interno o aumento do preço de mercado.

2008 – 2010

No final do ano de 2008 o preço do barril despencou para menos de US$ 50,00/barril, o que rapidamente trouxe a correlação Gasolina x Petróleo para sua normalidade, ou sejam, na casa dos 50L/barril.

2011 – 2014

A situação anterior permaneceu estável até o final de 2010, enquanto o petróleo oscilava na casa dos US$ 80,00/barril. Logo no início de 2011 o petróleo voltou a disparar ultrapassando a barreira dos 100 dólares, e dessa vez o ciclo de alta da commodity perdurou por mais tempo, até o final de 2014. Nesse período de tempo a manipulação dos preços ficou clara, enquanto o petróleo disparou cerca de 66% (em moeda nacional), o preço médio da gasolina foi reajustado em apenas 20%.

Importante salientar que parte da gasolina consumida no Brasil é importada, não somos autossuficientes no refino do combustível. Dessa forma, não ajustar os preços não significa lucrar menos do que seria possível, mas também assumir prejuízo na parcela importada.

2015 – 2017

O período entre 2015 até o final de 2017 foi quando observamos as menores relações entre Petróleo e Gasolina da última década. O valor médio do combustível ficou muitas vezes abaixo da referência de 50 Litros/barril, situação desencadeada pelo preço do Petróleo no mercado internacional (média de US$ 50/barril).

2018 – 2019

Esse é um dos períodos mais interessantes. O petróleo volta a subir no mercado internacional (em torno de US$ 70/barril) e o preço da gasolina passa a flutuar conforme o valor da commodity. O comportamento dos preços do combustível passa a ficar muito mais volátil, chamando mais a atenção dos consumidores. Entretanto, a relação média da gasolina fica na ordem de 58 Litros/barril, dentro da média histórica.

Essa média podia ser ainda um pouco menor, isso porque em maio/2018 foi deflagrada a greve dos caminhoneiros. Após o desfecho do movimento, a relação do combustível aumentou entre maio e outubro/2018, chegando a bater 70 Litros/barril.

Apesar disso, a situação dos preços voltou ao normal ainda no final de 2018, com a ajuda do preço do petróleo que caiu cerca de 20% no mercado internacional.

2020 – 2021

Veio a pandemia e assistimos as maiores variações de preço nos combustíveis num curto espaço de tempo. Antes da pandemia, o valor médio da gasolina no Brasil estava na casa dos R$ 4,50/litro. Dada a queda do consumo de petróleo no mercado internacional o preço do barril mergulhou abaixo dos US$ 30, menor valor desde 2004. Com isso, em mai/2020 o preço da gasolina foi para R$ 3,80/litro.

A partir de 2021 com a retomada da economia mundial e reflexos do corte da produção feito pela OPEP, o petróleo voltou a ser negociado acima de US$ 60/barril, o que foi agravado pela alta do dólar (acima de R$ 5,00). O resultado foi a disparada do preço da gasolina para R$ 5,80, alta de mais de 50% em relação ao menor patamar observado na pandemia.

2022

Não bastasse a alta do dólar na pandemia, quando os efeitos da COVID-19 começavam a dissipar, estoura a guerra na Ucrânia. Mais uma disparada de preços do petróleo, embora o dólar tenha sofrido uma arrefecida considerável com a migração de capital entre os emergentes com benefício direto para o Brasil.

Nesse período o barril de petróleo chegou a bater acima de US$ 130 batendo recorde de preço do barril em reais no Brasil (acima de R$ 500/barril). A Petrobras segurou bastante os preços, mas não teve como sustentar os níveis anterior e a gasolina ultrapassou o preço médio de R$ 7,00/litro.

Os números apontam que a estatal provavelmente ainda segurou um pouco os preços, ao chegar alcançar relação na casa dos 80 litros de gasolina/barril de petróleo, acima da média histórica contaminada pelas épocas em que o preço da gasolina não acompanhou o preço no mercado internacional.

Conclusão

Essas recentes altas da gasolina significam que estamos pagando caro pelo combustível? Se olharmos a relação histórica entre Petróleo e Gasolina, a resposta é não. Nos últimos 6 anos, após a redução na interferência estatal na Petrobras, essa relação ficou na média de 53 Litros/barril de petróleo. Atualmente (abr/2022), essa referência aumentou (70 litros/barril), mas é preciso observar que o preço do barril também disparou. Sendo assim, o histórico demonstra que essa referência está ligeiramente abaixo da média histórica.

Dessa forma, considerando o preço médio do petróleo (US$ 106) e do dólar (R$ 4,80) do mês de abr/2022, bem como a média histórica de referência de 75 Litros por barril, o preço médio do combustível está ligeiramente acima do patamar histórico. Levando em conta essas referências, o litro da gasolina comum estimado é de R$ 6,77, cerca de R$ 0,48 abaixo do praticado atualmente.

Para o futuro, considerando a guerra em curso, a expectativa é que a OPEP possa aumentar a produção do Petróleo ou exista uma solução breve para o conflito. Além disso, espera-se que no longo prazo o mundo gradativamente reduza a dependência desse combustível fóssil. Esses aspectos podem contribuir para que o preço do Brent retorne para a casa dos 60 a 70 dólares, apesar da resistência dos produtores. Com a consolidação do dólar na casa dos R$ 5,00 e considerando a relação média de 57L/barril, o preço do litro da gasolina poderá retornar para o patamar de R$ 5,25 a R$ 6,00 na média nacional.

Série Histórica

A série histórica de preços médios do Petróleo Brent, Dólar e a relação entre estes é apresentada a seguir:

MêsBrent [BRL]Gasolina [BRL]Relação [L/barril]
abr/22507,947,2570,06
mar/22559,357,0179,79
fev/22491,546,6074,48
jan/22463,936,6469,87
dez/21417,926,6762,66
nov/21430,356,7463,81
out/21455,826,3471,88
set/21400,856,0865,95
ago/21370,305,9362,45
jul/21372,695,8164,18
jun/21368,895,6964,86
mai/21359,975,6064,23
abr/21360,775,4566,22
mar/21372,805,4867,98
fev/21333,684,9567,40
jan/21287,134,6262,12
dez/20256,694,4857,26
nov/20233,074,4152,90
out/20226,424,3651,96
set/20232,804,3054,17
ago/20243,334,2457,43
jul/20226,814,1454,73
jun/20208,943,9652,71
mai/20175,583,8245,99
abr/20141,394,0734,77
mar/20183,344,4641,09
fev/20239,994,5552,74
jan/20268,444,5858,62
dez/19267,064,5358,94
nov/19255,664,4157,93
out/19241,454,3855,13
set/19265,514,3361,37
ago/19241,014,3255,84
jul/19244,954,3556,30
jun/19244,424,4754,71
mai/19276,604,5560,76
abr/19279,964,4463,10
mar/19257,654,3159,85
fev/19238,244,1956,86
jan/19217,844,2751,04
dez/18220,534,3750,52
nov/18252,534,5955,02
out/18309,314,7265,57
set/18324,074,6370,07
ago/18293,154,4565,92
jul/18287,884,4964,09
jun/18290,444,5563,80
mai/18278,394,3164,53
abr/18242,074,2257,43
mar/18219,904,2052,37
fev/18213,504,2150,74
jan/18221,184,1952,80
dez/17210,564,0951,54
nov/17203,674,0050,87
out/17187,093,9048,03
set/17175,003,8845,09
ago/17163,963,7843,37
jul/17159,473,5544,88
jun/17157,223,5544,31
mai/17164,933,6245,60
abr/17168,543,6446,37
mar/17167,033,6945,30
fev/17173,493,7646,20
jan/17178,963,7747,49
dez/16184,163,7349,32
nov/16156,853,6742,73
out/16161,863,6644,20
set/16155,533,6542,63
ago/16148,493,6540,67
jul/16151,953,6441,77
jun/16169,693,6546,54
mai/16166,803,6745,40
abr/16153,273,7241,23
mar/16148,233,7339,74
fev/16132,553,7135,73
jan/16134,363,6836,55
dez/15157,403,6343,33
nov/15179,093,5850,08
out/15195,123,4856,07
set/15195,603,2859,69
ago/15171,483,3052,04
jul/15187,643,3056,93
jun/15198,713,3060,20
mai/15201,763,3061,16
abr/15183,713,3155,54
mar/15176,963,3253,25
fev/15159,793,3048,41
jan/15136,933,0345,16
dez/14170,853,0356,37
nov/14198,473,0165,96
out/14219,802,9674,26
set/14232,302,9678,40
ago/14236,022,9679,74
jul/14242,952,9682,16
jun/14250,222,9784,36
mai/14242,342,9881,38
abr/14239,832,9980,26
mar/14251,792,9884,49
fev/14257,242,9687,05
jan/14258,982,9687,61
dez/13259,492,9588,08
nov/13245,972,8486,58
out/13239,442,8384,49
set/13256,422,8390,48
ago/13263,252,8492,86
jul/13238,292,8483,93
jun/13224,992,8579,00
mai/13212,162,8674,13
abr/13208,192,8872,39
mar/13217,332,8975,30
fev/13226,972,8978,62
jan/13227,022,7682,16
dez/12228,682,7583,03
nov/12226,012,7582,28
out/12226,362,7382,88
set/12227,982,7283,72
ago/12224,552,7382,40
jul/12205,262,7375,21
jun/12195,902,7371,73
mai/12221,892,7481,07
abr/12226,142,7482,47
mar/12221,122,7480,70
fev/12203,242,7374,34
jan/12201,502,7473,46
dez/11196,022,7571,28
nov/11201,432,7573,36
out/11191,932,7569,79
set/11193,082,7470,42
ago/11175,502,7464,15
jul/11178,542,7465,28
jun/11177,522,7464,84
mai/11186,202,8465,52
abr/11194,222,8268,78
mar/11187,112,6770,08
fev/11181,532,6269,23
jan/11162,062,6162,04
dez/10152,672,6058,68
nov/10146,792,5956,70
out/10140,452,5754,61
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nov/08131,472,5152,32
out/08176,282,5170,29
set/08184,452,5173,60
ago/08190,862,5076,34
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jun/08214,852,4986,28
mai/08202,742,4981,29
abr/08184,482,4974,00
mar/08175,432,4970,37
fev/08161,922,4965,08
jan/08163,742,5165,36
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nov/07165,642,4966,60
out/07149,192,4860,28
set/07146,302,4759,21
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abr/07136,802,5354,03
mar/07134,632,5253,47
fev/07124,602,5249,52
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nov/06132,772,5452,31
out/06129,292,5550,76
set/06141,642,5555,46
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jul/06164,572,5664,36
jun/06157,142,5561,74
mai/06158,802,5861,50
abr/06149,642,6057,66
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fev/06135,872,5253,85
jan/06143,782,5157,26
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nov/05126,442,4851,03
out/05136,922,4755,43
set/05147,552,4061,45
ago/05151,412,2766,61
jul/05140,122,2761,81
jun/05133,552,2659,20
mai/05122,202,2853,53
abr/05139,952,3060,80
mar/05141,302,2961,68
fev/05120,672,2952,81
jan/05115,012,3050,09
dez/04112,332,3048,78
nov/04125,222,2156,56
out/04139,282,2661,57
set/04125,212,2356,10
ago/04126,532,2356,84
jul/04112,762,2051,18
jun/04112,942,1652,36
mai/04114,022,0954,66
abr/0494,761,9748,05
mar/0494,291,9847,60
fev/0489,762,0044,81
jan/0487,432,0143,56
dez/0385,492,0042,79
nov/0383,601,9941,95
out/0383,522,0041,82
set/0380,022,0039,95
ago/0387,991,9844,55
jul/0382,231,9741,72
jun/0378,682,0338,84
mai/0374,662,1135,33
abr/0378,902,2035,95
mar/03101,122,2245,65
fev/03114,202,2251,37
jan/03103,332,1647,84
dez/02101,492,0050,72
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Gasolina x Petróleo: Estamos pagando caro no combustível?

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